19 de junho de 2012

Jornalista francana vence concurso cultural e ganha cortesia para participar de Congresso da Abraji



Leitores e seguidores do Blog da Ana Luiza hoje é um dia bem feliz para a mantenedora deste canal: participei de um concurso cultural promovido pela assessoria de imprensa paulistana Nós da Comunicação e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

O concurso, que teve início em maio, sugeria aos participantes que em até 500 caracteres respondesse: Que pergunta você gostaria de fazer a um convidado do Congresso? E a quem você faria?

A minha pergunta foi feita no dia 30/5/2012, às 15h29. “A minha pergunta é para o jornalista Tyndaro Menezes produtor especial da Rede Globo. Como são feitas essas produções investigativas onde você finge ser outra pessoa para conseguir as informações que precisa para o VT?”

Com essa pergunta eu ganhei uma cortesia para participar dos três dias de congresso nos dias 12, 13 e 14 de julho, na capital paulista.

Grandes nomes da comunicação nacional e internacional estarão presentes no congresso dando palestras e dividindo com os participantes um pouco de suas experiências na comunicação.

“Fiquei muito feliz em ter ganho, pois se trata de um congresso de peso para a comunicação. Com um congresso desses no currículo com trocas de experiências e contatos feitos, a bagagem dessa profissional que vos fala será muito mais interessante”. 

18 de junho de 2012

Porque ser jornalista é bom!


EM PAUTA - No condomínio antes de eu me encontrar com a mãe que pedia socorro para ajudar os filhos 


Quando resolvi estudar jornalismo era pelo simples prazer de escrever. Durante a graduação, atrelada aos estágios, minha concepção sobre o que era jornalismo e o que eu gostaria de fazer dali pra frente foi mudando. Hoje gosto de ser jornalista por outros motivos, além daquele que me motivou a entrar na faculdade. O principal motivo é o de conhecer diferentes pessoas, de várias classes sociais, em vários momentos da vida.

Certa vez recebemos na redação do jornal o apelo de uma mãe que tinha dois filhos viciados em drogas que destruíra sua casa por conta do vício. Marcamos a entrevista e no período da tarde rumamos, fotógrafo e eu, para conversar com a mulher.

Na época ela trabalhava no condomínio Morada do Verde (condomínio nobre de Franca), o qual eu ainda não conhecia, como empregada doméstica. Passamos por construções gigantes, casas com lindos jardins, mas tanta beleza não amenizava a dor daquela mãe que pedia por socorro.

Ela já não sabia mais o que fazer. Os filhos vendiam até comida de casa para comprar droga. Enquanto aquela senhora relatava sua trágica história, eu pensava: que mundo injusto esse. Com tantas casas lindas, com tanta gente rica nesse lugar meu Deus, não é possível que ninguém pode ajudar essa mulher.

Finalizei a entrevista com um aperto no coração, por me sentir incapaz de fazer qualquer coisa para ajudar aquela mulher. Nos despedimos com lágrimas nos olhos e um abraço apertado. E a deixei com um: fica com Deus e boa sorte!

No dia seguinte, quando a matéria saiu. Recebi duas ligações de lugares que queriam internar os filhos daquela senhora. Fiquei feliz, afinal alguém nessa selva de pedra leu o que escrevi e se dispôs a ajudar. Emissoras de TV da cidade também repercutiram o caso e mais uma vez a história daquela família era dissipada a mais e mais pessoas, que de repente poderiam ajudá-la.

Hoje perdi o contato com a mulher e não sei se as internações deram certo e como os filhos estão, mas torço para que tenha dado tudo certo.

O bom de ser jornalista é que a gente se depara com situações tão diferentes do meio em que vive, conhece pessoas que de alguma forma te ensinam algo.

Com essa mulher aprendi que a ajuda vem de onde menos esperamos e que é preciso tirar forças, de onde você não sabe, para superarmos os problemas que a vida sempre nos coloca à prova.


15 de junho de 2012

Dica de leitura 12: Etiqueta sem frescura




O Blog da Ana Luiza traz na dica de leitura de hoje o livro Etiqueta sem frescura, da jornalista Claudia Matarazzo. Para quem deve estar se perguntando o porquê dessa indicação, eu respondo: jornalista não deve ler somente o que gosta, é preciso entender um pouco de cada coisa, ler um pouco sobre cada assunto e esse livro é um manual de etiqueta, educação, algo que deveria ser inerente ao ser humano, mas que não é.  

No livro, Claudia Matarazzo fala sobre a melhor forma de usar celulares, smartphones, rádios e outras ferramentas do mundo atual. Segundo a autora, é necessária uma pausa para se reconectar com os próprios desejos e prazer, o que pode parecer difícil para os mais jovens, que já cresceram sentindo esse ritmo frenético.

Sobre o uso de celulares, o livro de Claudia Matarazzo sugere algumas mudanças de atitude: “Pense no toque do seu celular: se você se envergonha dele em determinadas situações, quase certamente a escolha foi inadequada”. “Controlar o volume do toque é tão importante quanto adequar o próprio volume de voz, então não grite”. Para quem não se desgruda do aparelho, a escritora orienta: “Não coloque o celular sobre a mesa de refeições. Desligue para não tocar. Levantar-se para atender nesse momento é tão inconveniente quanto inadequado”.

Ainda no livro, a jornalista dá dicas simples para agir com desenvoltura e bom senso nas mais diversas situações do dia a dia.

Cláudia é especialista em etiqueta e comportamento e desde 2007 é chefe do cerimonial do Governo do Estado de São Paulo.

Boa leitura!!

12 de junho de 2012

Jornalistas e as festas 0800


DIVERSÃO -  12ª Festa da Soja de São Joaquim da Barra


Sempre quando há festas em Franca ou em cidades da região, muitos amigos e conhecidos me perguntam se vou ao determinado evento de graça. Quando falo que não eles se assustam e soltam logo um: mas você é jornalista, é da imprensa!

O post de hoje explica esse impasse. Para cobrir eventos existe o chamado credenciamento de imprensa, que se resume em uma inscrição dos repórteres de um veículo de comunicação interessado em fazer matérias na festa. Feito o credenciamento, é necessário informar o nome do veículo e muitas vezes até os nomes dos responsáveis, no caso editores, para confirmação dos dados. Com a entrada liberada no evento, é natural após sua realização os organizadores ou assessoria de imprensa aguardar a publicação de fotos, textos ou que seja uma nota a respeito da festa.

Durante os meus estágios na assessoria de imprensa da Universidade de Franca, na Rede Record de Franca e no Jornal Comércio da Franca, fui a poucos eventos "de graça". Primeiro que estagiário não ganha nenhuma regalia e segundo que quando chegavam ingressos, camarotes e etc eram destinados a chefes e aos mais chegados da diretoria e dos editores.

Quando fui contratada pelo jornal na edição de 2011 da Expoagro, todos os repórteres tiveram credencial e puderam entrar no parque sem cobrança de ingresso. Porém em muitos dias tínhamos que trabalhar, fazendo fotos ou apurando notas.

Há alguns dias fui convidada para ir a Festa da Soja em São Joaquim da Barra. O evento é gratuito, mas o convite partiu para o Camarote Bavaria. Mesmo não estando ligada a nenhum órgão da imprensa atualmente essa foi a primeira vez que fui convidada para um camarote formado por jornalistas e profissionais da comunicação de várias cidades da região.

Não acho elegante jornalista "bater ponto" em festas onde sua presença é meramente gratuita e a cobertura jornalística nem passa perto. Mas é bacana quando uma empresa ou uma assessoria convida o profissional da imprensa, seja lá fotógrafo, cinegrafista e assessor de imprensa para um evento com o intuito de estreitar relações. Isso mostra que a presença do jornalista é importante não só para uma eventual divulgação, mas também para que esse comunicador conheça e possa falar posteriormente com propriedade sobre a empresa ou a festa.

No entanto jornalistas não devem ter amarras, rabo preso ou dever favores. É preciso ter consciência de que ele é um formador de opinião, um braço da justiça para a comunidade e não é porque foi a uma festa na faixa que fechará os olhos para erros durante o evento. Porém assim como em todos os lugares quando você é convidado, vale a máxima da boa educação e do jogo de cintura.

Jornalistas também se divertem, uns bebem, outros fumam e alguns até acabam se envolvendo em babados e esquecem que são como uma vitrine. Estão ali porque representam uma empresa ou tem determinado valor na mídia. Faço parte do grupo dos discretos, tento me preservar ao máximo para não ter a minha credibilidade manchada por uns copos de cerveja.

6 de junho de 2012

Dica de leitura 11: Repórteres




Esse é um livro que reuni textos que trazem uma história dos fatos subjacentes à organização de reportagens que marcaram o jornalismo brasileiro.

São dez textos de renomados repórteres como Caco Barcellos e José Hamilton Ribeiro, que contam suas experiências, revelando aspectos técnicos para uma boa reportagem e a emoção que a procura da objetividade acaba por sufocar.

O livro foi produzido por Audálio Dantas e vale a pena ler também.


4 de junho de 2012

Eliane Brum dá aula de jornalismo em ‘Salão de Ideias’ na Feira do Livro

ÍDOLA - Eliane Brum e eu na Feira do Livro em Ribeirão Preto 


Tudo poderia ter sido diferente. Quando entrei na faculdade pensava que ser jornalista era narrar as histórias e me colocar de fora da situação como um ser imparcial. Ao longo da graduação conheci uma jornalista que me disse que a total imparcialidade não existe. Teimei em pensar que ser imparcial era o melhor. Mais uma vez ouvi da mesma jornalista que a imparcialidade não existe.

Falo de Eliane Brum. Jornalista com olhar sensível e de um texto primoroso, rico em detalhes e emocionante. Ela trabalhou no Jornal Zero Hora, um dos principais jornais do Rio Grande do Sul. Por dez anos foi repórter especial da Revista Época. Hoje ela é colunista da revista, documentarista e viaja o país palestrando e participando de congressos e discussões sobre jornalismo.

Meu primeiro contato com Eliane aconteceu em 2008. A conheci por intermédio de uma colega de profissão e me apaixonei por tudo que ela escreve. A partir daí encontrei o email dela e até o telefone do trabalho descobri. Nos conhecemos pessoalmente no ano seguinte na Feira do Livro em Ribeirão Preto. Hoje nosso contato acontece via Twitter e também por email.

Neste ano a 12ª edição da Feira do Livro trouxe novamente Eliane para um Salão de Ideias. O jornalista ribeirãopretano Fernando Bueno foi o mediador. A discussão começou em torno do primeiro romance de Eliane: Uma Duas (livro que já foi dica de leitura aqui no Blog). Leitura bem diferente dos outros dois livros da jornalista. A vida que ninguém vê e o Olho da Rua: ambos trazem matérias premiadas de Eliane quando passou pelo jornal e pela revista.

Durante sua explanação tão rica sobre o que acredita ser o jornalismo, ela simplificou de uma forma simples e idealista: “Jornalismo é muito substantivo pra mim. Sou uma ‘escutadeira’, ou seja, escuto a complexidade do real, inclusive o silêncio, porque até quando uma pessoa para de falar, ela não para de dizer. Acredito que a boa apuração é a melhor maneira de ser fiel às verdades. Nós jornalistas temos que dar todos os detalhes para o leitor, porque estivemos onde eles não puderam estar. O bom repórter tem que ser um grande ‘escutador’”.

Depois que saí da faculdade tenho discutido pouco sobre jornalismo como gostaria. Hoje com a Eliane Brum reacendeu a chama do que  acredito ser o jornalismo e repensei o porquê quis seguir essa carreira.

Após o debate ela foi até o saguão do Teatro Pedro II para autógrafos e fotos. Fiquei na fila. Ao chegar minha vez ela não me reconheceu de primeira, mas foi só abrir um sorriso que ela disse: “você veio, como você é fiel.”

Enquanto ela autografava meus livros conversamos rapidamente como duas amigas que não se viam há décadas. Falamos sobre a revista, sobre o meu desemprego, jornalismo, vida e profissão. Sim deu tempo de tudo isso. Ela é intensa e eu nem se fala.
Guardo com carinho esse diálogo:

Eu – Minha vida mudou depois que te conheci!
Eliane – Espero que para melhor.
Eu – Estou desempregada (risos).
Eliane- Risos
Eu – Quero ser feliz, me identificar com o que eu estiver fazendo.
Eliane – Você vai ser feliz.
Eu – Queria tanto que você estivesse na Época. Foi só eu assinar a revista por causa de você e lá vai você sair da empresa (risos).
Eliane – Saí pra ser feliz!

Essa é a minha ídola no jornalismo. Espelho em seu modo de ver a vida dos outros, do modo que pensa no jornalismo. É assim que quero ser feliz!


PAPO BOM - Com ela o papo é tão bom que perderíamos horas falando do que temos em comum: o amor pelo jornalismo 


1 de junho de 2012

Ribeirão sedia curso da Comunique-se "Gerenciamento de Crise"




Para profissionais da comunicação vai uma dica valiosa: a Comunique-se Educação, de São Paulo, realiza neste sábado, dia 2, o curso intensivo “Gerenciamento de Crise”. Ministrado por Neuza Serra, renomada executiva do mercado de comunicação corporativa, o curso acontece das 9 às 18 horas, no auditório do Sincovarp (Sindicato do Comércio Varejista), em Ribeirão Preto (SP).

O curso abordará tópicos que vão desde imagem, reputação e credibilidade, passando pelos instrumentos de gerenciamento de crise, atendimento à imprensa, monitoramento da mídia, até as ações pós-crise. Além disso, serão apresentados emblemáticos cases nacionais e internacionais de crise de imagem como os do Tylenol, Exxon Valdez e do Volksvagen Fox.

Para André Luís Rezende, proprietário da assessoria de imprensa Núcleo da Notícia, o curso oferecido pelo Comunique-se é importante para que os participantes saibam como agirem em situações de crise. “Hoje as situações de crise de imagem surgem quando menos se espera e é preciso qualificação para saber lidar com isso. Uma boa imagem demora para ser construída e para que ela seja destruída, é um piscar de olhos”, disse.

O curso “Gerenciamento de Crise” qualifica tanto os profissionais de comunicação tanto para gerenciar a crise quanto o profissional de redação para entender melhor o funcionamento esse processo e poder realizar uma cobertura melhor, com mais qualidade.

O curso é uma realização da Comunique-se Educação com apoios do Sincovarp e do Grupo WTB. Sobre taxa de inscrição, valor do curso e parcelamento acesse o site www.comunique-se.com.br ou ligue para (11) 3897.0855.


Sobre a ministradora

Jornalista formada pela Cásper Líbero, Neuza Serra  é executiva do segmento de Comunicação Corporativa, tem grande experiência na assessoria a importantes empresas e líderes empresariais. No mercado editorial, trabalhou para veículos influentes, como os jornais Gazeta Mercantil e A Gazeta de Vitória além da Rádio Eldorado.